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Project Gutenberg

The Trojan Women of Euripides

Euripides

2011enGutenberg #35171Original source
Chimera40
High School

Translated from English. Translation by TranslateGemma 4B.

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Produzido por Barbara Watson, James Wright e a Equipe de Revisão Distribuída Online do Canadá em http://www.pgdpcanada.net

AS MULHERES TROIANAS

                          O DRAMA ATENIANO
                         PARA LUGAR DOS LIDOS

Uma Série de Traduções de Versos dos Poetas Dramáticos Gregos, com Comentários e Notas Explicativas.

=Capa 8vo, tecido, dourado no topo, 7s. 6d. cada folha. Cada Volume Ilustrado por Esculturas e Pinturas de Vasos da antiguidade.=

AESCÍLUS: _A Trilogia Oresteia._ Por Prof. G. C. WARR. Com uma Introdução sobre _O Surgimento da Tragédia Grega_, e 13 Ilustrações.

SÓFOCLES: _Oedipo Tirano_ e _Colôneo_, e _Antígona_. Por Prof. J. S. PHILLIMORE. Com uma Introdução sobre _Sófocles e seu Tratamento da Tragédia_, e 16 Ilustrações.

EURÍPIDES: _Hipólito_; _Bacchae_; _Os 'Ratos' de Aristófanes._ Por Prof. GILBERT MURRAY. Com um Apêndice sobre _As Tragédias Perdidas de Eurípides_, e uma Introdução sobre _A Significação das Bacchae na História Ateniense_, e 12 Ilustrações. [_Segunda Edição._

TAMBÉM UNIFORME COM O ACIMA

OS HIMNOS HOMÉRICOS. Uma Nova Renderização em Prosa por ANDREW LANG, com Ensaios Críticos e Explicativos, e 14 Ilustrações.

AS PEÇAS DE EURÍPIDES

Traduzidas para Versos Rimados em Inglês, com Notas Explicativas, por Prof. GILBERT MURRAY. Capa 8vo, tecido, 2s. cada folha.

                       _As Mulheres Troianas._
                  _Eletra._      [_Na Imprensa._
_Hipólito._ Terceira Edição. } Capas de Papel, Impr.
_Bacchae._                   } 16mo, 1s. cada folha.

A

AS MULHERES TROIANAS

DE

EURÍPIDES

              TRADUZIDAS PARA VERSOS RIMADOS EM INGLÊS
                   COM NOTAS EXPLICATIVAS POR

GILBERT MURRAY, M.A., LL.D.

           EMÉRITO PROFESSOR DE GREGO NA UNIVERSIDADE
                 DE GLASGOW; ÀS VEZES MEMBRO DA
                      NEW COLLEGE, OXFORD
                              LONDRES
               GEORGE ALLEN, 156, CHARING CROSS ROAD
                               1905

[Todos os direitos reservados]

                Impresso por BALLANTYNE HANSON & CO.
                     Na Imprensa Ballantyne

NOTA INTRODUTÓRIA

Julgadas pelos padrões comuns, as _Troaedes_ estão longe de ser uma peça perfeita; mal é uma boa peça. É um estudo intenso de uma grande situação, com pouco enredo, pouca construção, pouco ou nenhum alívio ou variedade. O único movimento do drama é o desaparecimento gradual de todas as luzes familiares da vida humana, com, talvez, no fim, uma sugestão de que na imensidão da noite, quando todos os medos de uma possível coisa pior são superados, há, em algum sentido, paz e até glória. Mas a situação em si tem pelo menos este valor dramático, de que é diferente do que parece.

A consumação de uma grande conquista, algo celebrado em cânticos e agradecimentos, o ápice dos sonhos de homens não regenerados – parece ser uma grande alegria, e na verdade uma grande miséria. É uma conquista vista quando a emoção da batalha passou, e nada resta senão esperar e pensar. Sentimos em segundo plano a presença dos conquistadores, fantasmas sinistros e desapontados; dos homens conquistados, após longos tormentos, agora em repouso na morte. Mas o drama vivo para Eurípides reside nas mulheres conquistadas. É delas que ele nomeou sua peça e construiu seu esquema de partes: quatro figuras claramente iluminadas e heroicas, as outras em vários graus de caracterização, sem nome e mal articuladas, meras vozes ouvidas ao meio de uma tristeza eterna.

De fato, a condenação mais usual da peça não é que seja tediosa, mas que seja demasiado angustiante; que cena após cena ultrapassa os limites devidos da arte trágica. Há pontos a serem argumentados contra esta crítica. A própria beleza das cenas mais temidas, apesar de seu temor, é uma; o rápido conforto das letras é outra, caindo como um feitiço de paz quando o esforço é muito difícil de suportar (cf. p. 89). Mas a defesa principal é que, como muitas das maiores obras de arte, a _Troaedes_ é algo mais do que arte. É também uma profecia, um testemunho. E o profeta, obrigado a entregar sua mensagem, caminha fora dos caminhos regulares do artista.

Algum tempo antes da produção da _Troaedes_, Atenas, agora inteiramente nas mãos da Guerra, vinha engajada em um empreendimento que, embora defensável em termos militares, era amargamente ressentido pela minoria mais humana, e foi selecionado por Tucídides como o grande crime crucial da guerra. Ela conseguiu forçar a ilha neutra de Melos a levantar armas contra ela, e após um longo cerco, conquistou a cidade quieta e imemorialmente antiga, massacrou os homens e vendeu as mulheres e crianças como escravas. Melos caiu no outono de 416 a.C. A _Troaedes_ foi produzida na primavera seguinte. E enquanto os deuses do prólogo previam destruição no mar para os saqueadores de Troia, a frota dos saqueadores de Melos,