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PETRONIO
_MARCELLINO MESQUITA_
PETRONIO
PEÇA LIVREMENTE EXTRAHIDA DO ROMANCE
QUO VADIS
DE
HENRYK SIENKIEWICZ
_LISBOA_
MANUEL GOMES, EDITOR
_Livreiro de Suas Magestades e Altezas_
61--Rua Garrett (Chiado)--61
M DCCCC I
Typ. do DIA, calçada do Cabra, 7--Lisboa
Esta peça foi representada, pela primeira vez, no theatro D. Amelia, na
noite de 8 de março de 1901. Foram os interpretes:
_Petronio_, poeta satyrico............................ _Eduardo Brazão_
_Néro_, imperador romano................................ _Augusto Rosa_
_Paulo de Tarso_, apostolo christão........................ _João Rosa_
_Marcos Vinicio_, consul, sobrinho de Petronio............ _Luiz Pinto_
_Chilon_, philosopho charlatão........................... _A. Pinheiro_
_Tigelino_, chefe dos pretorianos, rival de Petronio...... _A. Antunes_
_Senécion_, patricio romano............................ _Carlos Bayard_
_Vitelio_, idem............................................. _João Gil_
_Lucano_, poeta....................................... _Henrique Alves_
_Vatino_, intendente das festas............................. _F. Senna_
_Domicio_................................................. _A. Sampaio_
_Musonio_, philosopho e poeta.............................. _F. Salles_
_Ursus_, escravo lygio................................ _Alfredo Santos_
_Pitagoras_, ephebo, favorito de Néro................. _Maria Ferreira_
_Nerva_, patricio de Cumas............................. _Alvaro Cabral_
_Lucio_, idem............................................... _S. Ayres_
_Seneca_, philosopho......................................... _J. Reis_
_Teiresias_, liberto de Petronio......................... _A. Quaresma_
_Um escravo de Petronio_............................... _Antonio Silva_
_1.º Rabbino_................................................. _Salles_
_2.º Rabbino_............................................... _A. Pedro_
_Gulon_, liberto de Vinicio................................. _A. Silva_
_Outro escravo_............................................. _N. Gomes_
_Timon_, gladiador............................................. _N. N._
_Croton_, idem................................................. _N. N._
_1.º Senador_.............................................. _J. Subtil_
_2.º Senador_................................................ _Germano_
_Poppêa_, concubina de Néro................................ _Maria Pia_
_Eunice_, escrava de Petronio........................... _Maria Falcão_
_Actêa_, ex-amante de Néro.............................. _Angela Pinto_
_Lygia_, donzella christã............................. _Amelia Pereira_
_Calvia_, dama romana................................... _Elvira Costa_
_Nigidia_, idem........................................... _F. Salazar_
_Crispinilla_, idem...................................... _C. de Sousa_
_Flavia_, idem......................................... _Elvira Santos_
_Pomponia_, idem...................................... _A. O'Sullivand_
_Lucrecia_, idem...................................... _Maria Ferreira_
_Julia_, dama cumense........................................ _Candida_
_Octavia_, idem.......................................... _M. Ferreira_
Senadores, palacianos, ephebos, pretorianos, escravos, augustanos, povo
romano, gladiadores, damas da côrte, escravas, etc., etc.
ACTO PRIMEIRO
QUADRO PRIMEIRO
Casa de Petronio em Roma. A um lado, a estatua de Petronio, em marmore.
Sobre uma meza, frascos varios de aguas, de oleos; escovas, pentes,
ferros de frisar. Duas escravas ethiopes e duas brancas, o rodeiam. As
negras acabaram de o pentear.
ESCRAVA BRANCA
Que manto? (as escravas negras sahem)
PETRONIO
O azul. (a escrava sahe e traz)
EUNICE, que, de joelhos, compõe a tunica
Bello... como um Deus!
PETRONIO, sorrindo, delicado
«Animal impudens», de Séneca.
O INTRODUCTOR
O consul Marcos Vinicio.
PETRONIO
Oh!
MARCOS grave
Salve, Petronio!
PETRONIO
Salve. Sê bem vindo em Roma. Que o repouso te seja grato depois da guerra.
MARCOS
Que os Deuses te sejam propicios, sobre tudo Asclépias e Cypris.
PETRONIO
Que o tal Asclépias me perdôe; não tenho fé n'elle. Um Deus cuja mãi se
ignora! Sabe-se lá se é filho de Arsinoé ou de Corónida? Que fará do
pai! Quem, por estes tempos que correm, pode ter a certeza de ser
filho... do pai? (Marcos, ri contrafeito) Estás preocupado?
MARCOS
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Petronio Peça livremente extrahida do romance Quo Vadis de Henryk Sienkiewicz
Mesquita, Marcelino
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